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Conheça a culinária indígena e seus pratos típicos

A culinária indígena é algo de grande importância na história do mundo, principalmente para nós brasileiros que temos essa cultura tão enraizada em nossa alimentação diária.

Por exemplo, um alimento básico e que agrada a maioria das pessoas é a pipoca! Sim, isso mesmo, a pipoca é um alimento de origem indígena e possui grande destaque mundial. 

Assim como a maioria dos alimentos consumidos pela população indígena, a pipoca vem do milho. Ou seja, tudo à base de uma alimentação natural, utilizando o que a terra nos fornecesse.

Essa culinária faz parte da nossa história, afinal estamos falando de uma culinária que influenciou o mundo inteiro e se mantém viva até hoje. Então, vamos conhecer melhor sobre essa culinária e suas receitas. 🙂

Culinária indígena

Apesar de todo preconceito e terrores que os povos indígenas sofreram ao longo dos anos, que não foi pouco e marcou a história de muitos países, a culinária indígena sobreviveu e hoje agrada muitas e muitas pessoas – onde a maioria nem imagina que está consumindo um alimento de origem indígena.

Infelizmente, os indígenas não são reconhecidos e respeitados como deveriam e, a sobrevivência de sua culinária só se deu pela apropriação dos colonizadores dos respectivos países.

Culinária indígena pratos típicos

Você deve consumir diversos pratos típicos da culinária indígena mas, provavelmente, nem sabe que essa é a verdadeira origem desses alimentos. Para te mostrar o quão presente a culinária indígena está no seu dia a dia, separamos alguns dos pratos mais conhecidos desses povos. Veja só:

Paçoca

Você sabia que a paçoca é de origem indígena? E ela possui até seu nome indígena, original do idioma tupi: “po-çoc” que significa “esmigalhar”. Incrível, não é mesmo?

Muito comum em nosso país, e queridinha de muitos, a paçoca é um dos alimentos populares que possuem origem indígena. Feita à base de amendoim, a paçoca é normalmente servida em festas juninas e vendida em grande escala em mercados, padarias e bares do Brasil. Afinal, quem não gosta de um docinho de amendoim.

Na cultura indígena, a paçoca não precisa ser necessariamente de amendoim, podendo até ser feita com peixe e carnes misturadas com farinha. Por essa você não esperava.

Chimarrão

Mais uma grande referência da culinária indígena pelo mundo, o chimarrão é muito comum em países como a Argentina e o Uruguai. No Brasil, também é muito consumido na região Sul do país e é uma ótima escolha para dias mais frios.

O hábito de tomar chimarrão nasceu dos povos indígenas que ocupavam as bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai. A erva utilizada para fazer o chimarrão, mate, possui propriedades medicinais antioxidantes, além de ser diurética e regular o sistema digestivo.

Essa erva foi muito utilizada pelos povos quíchuas, aimarás e guaranis, até cair no gosto de colonos espanhóis, portugueses, alemães e italianos. Foi daí que ganhou espaço e se tornou uma das bebidas mais comuns no Sul do Brasil. Isso nos mostra o quanto os indígenas foram “jogados para escanteio” e sua cultura e culinária utilizada enquanto eles eram esquecidos.

A bebida se tornou tão comum que é de fácil acesso, e você encontra em diversos locais como bares, restaurantes, dentre outros.

Pamonha

A pamonha, mais um prato super comum em nosso amado país, Brasil, é mais um alimento de origem indígena e que continua sendo muito consumido e amado. 

Assim como a maioria das receitas onde a base é o milho, a pamonha é muito conhecida, e mostra mais uma vez o quanto o milho (dentre outros grãos foram importantes para o sustento desses povos. 

O nome original do prato é “pamuna”, que significa “pegajoso” em tupi. O que representa um pouco a textura da pamonha que conhecemos.

Ela é feita a partir do milho verde ralado e misturado com leite de coco, sal ou açúcar, manteiga, erva-doce e condimentos, como canela. Os ingredientes variam de acordo com a escolha: doce ou salgada.

Para o preparo, ela é cozida com a própria casca do milho ou na folha de bananeira (que é menos comum, mas acontece).

Pirão de peixe

Peixe já é uma opção muito comum na culinária indígena, e o pirão veio como uma opção de engrossar o alimento e fazer proveito do caldo que é tão saboroso. Com uma base de farinha, também muito comum entre os povos indígenas, é feito um excelente prato super simples e saboroso.

Desperdício não tem vez na culinária indígena, e o pirão se tornou um complemento que não pode faltar na hora de comer uma moqueca, não é?

O nome pirão tem um significado que faz todo o sentido, chama-se papa grossa e acompanha diversos pratos com peixe – como a moqueca que citamos acima. Deu água na boca aí também?

Além do caldo, no pirão original indígena também ia cabeça de peixe e outros tipos de peixes que eram considerados pequenos e ótimos para o preparo do pirão.

Bolo de milho

Mais uma vez temos o milho como base importante para as receitas indígenas. O bolo de milho é um queridinho dos brasileiros, principalmente em cidades mineiras e do interior. Junto com um café fresquinho, é um dos pratos indígenas que se tornou cultural no Brasil.

A criação do bolo de milho foi mais uma forma que os povos encontraram de aproveitar o milho e fazer render.

Culinária indígena no Brasil

A culinária indígena no Brasil tinha como alicerce a mandioca na forma de farinha e de beijus, além de frutas, pescado, caça, milho, batata, pirões e, com a chegada dos portugueses, do inhame trazido da África.

A culinária indígena influenciou receitas no mundo todo, e no Brasil podemos ver essa herança em diversos pratos típicos e muito famosos no nosso país. 

Não existe uma região brasileira que não possua alguma influência da culinária indígena no dia a dia. Por exemplo, temos o chimarrão que é muito consumido na região sul do país, o beiju que é mais famoso na região norte e nordeste, tapioca, pamonha, bolo de milho, canjica e muito mais!

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Conclusão

Você já conhecia a culinária indígena e como ela influenciou nos pratos do nosso país e do mundo? É incrível o quanto nossos povos se misturam, e como os processos de colonização influenciaram para que essa culinária se perpetuasse – apesar de ser de uma forma intensamente triste e trágica. Gostou deste conteúdo? Continue acompanhando nossos conteúdos para enriquecer ainda mais seus conhecimentos.

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